domingo, 2 de setembro de 2012

A TERRÍVEL MÚSICA MATERNA DAS MONTANHAS
 

Nada sou pensamento com cabeça logo de gata
Escuta perto do céu meu pensamento opala de fogo
Air Supply dom-juanesco rompendo o hímen do céu
cabeça logo aos trinta e três anos e morte redonda
Infiltrada na terrível música materna das montanhas  
tíquete-alimentação carmesim dependurado no arco-íris da velha debaixo da cama e Nada como pensamentos indispensáveis como: tubacelo, noigada, violorão e madrute
começam a surgir os primeiros deslizes no estricninho
na teia no boliche dentro da ferida envenenada
fornicando todas as coitadas da ex-zum-zum-zum
nem nhem-nhem-nhem chaves as conhecia tão bem
na hora das pílulas anti-horário
na cola de um cometa loucura
na sola de um anjo sorridente parado na porta da perversão
na mola de uma nebulosa do Amor
escondido sob uma Ponte também devorada
“favor não ejacular teu cimento sobre a Ponte
com a boca repleta de silêncio” dizia os olhos teus... 

Um comentário:

Tabernáculos disse...

O âmbar cintilante dos sulcos de cada letra tua
regojiza a membrana
esta ofegante
pós-coito
Qual prazer em debrucar-me em montanhas
Sejam elas organelas pulsantes
ou ainda
frêmitos ávidos pelo seguinte
viciados em cios atemporais
Os sulcos de cada palavra escrita
Gozos desesperados
guiados pelo fenótipo do teu translucido âmbar;